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Produções do 3º ano reuniram história, cultura, música, esporte e histórias de mulheres que fazem parte da comunidade escolar
Pesquisar uma cidade é também descobrir as histórias que ajudam a construí-la, foi com esse olhar que os estudantes do 3º ano do Colégio Nobre transformaram Feira de Santana em tema de pesquisa e produção editorial. O resultado foi apresentado durante a Feira do Livro e da Leitura de Feira de Santana (FLIFS), com o lançamento de três revistas produzidas pelos próprios alunos.
As publicações reuniram diferentes aspectos da cidade, passando por sua história, cultura, música e esporte. O projeto também voltou o olhar para dentro da escola, com conteúdos dedicados às mulheres que trabalham no Colégio Nobre, apresentando suas funções e a importância de cada uma para a comunidade escolar.
A experiência colocou os estudantes diante de um desafio que foi além da pesquisa escolar: transformar informações em uma publicação capaz de contar histórias e despertar o interesse de outros leitores.
As três produções partiram de pesquisas realizadas pelos estudantes e apresentaram diferentes perspectivas sobre a cidade. Entre os assuntos abordados estão aspectos da história de Feira de Santana, manifestações culturais, música e esporte. Os temas permitiram aos alunos investigar acontecimentos, personagens e elementos que fazem parte da identidade do município.
Ao pesquisar a própria cidade, os estudantes tiveram a oportunidade de aproximar o conteúdo escolar de uma realidade conhecida por eles, lugares, manifestações, acontecimentos e histórias que fazem parte do cotidiano passaram a ser observados a partir de uma perspectiva de pesquisa.
O trabalho também mostrou que falar sobre uma cidade não significa apenas apresentar datas e fatos históricos, cultura, música, esporte e as pessoas que vivem e trabalham nela também ajudam a contar sua história.
Uma das propostas presentes nas revistas foi olhar para a própria comunidade escolar, os estudantes pesquisaram as mulheres que trabalham no Colégio Nobre e apresentaram seus cargos e funções. A iniciativa deu visibilidade a profissionais que fazem parte da rotina da instituição e que, muitas vezes, são conhecidas pelos alunos apenas pelo contato cotidiano.
Ao transformar essas profissionais em personagens das publicações, os estudantes puderam conhecer um pouco mais sobre as diferentes atividades que acontecem dentro da escola e reconhecer a contribuição de cada uma para a construção do ambiente escolar.
O conteúdo também reforça uma ideia presente em todo o projeto: as histórias podem estar nos grandes acontecimentos, mas também nas pessoas que encontramos todos os dias.
Produzir uma revista exige escolhas, é preciso definir o que será pesquisado, buscar informações, selecionar conteúdos, organizar ideias e pensar na melhor maneira de apresentá-los ao leitor.
Ao longo desse processo, os estudantes desenvolveram habilidades relacionadas à pesquisa, leitura, escrita, interpretação, organização de informações e comunicação.
Mais do que produzir um trabalho para a escola, eles tiveram a oportunidade de experimentar uma dinâmica próxima à produção de conteúdo editorial, assumindo responsabilidades pelas informações e pela forma como suas histórias seriam apresentadas.
A Feira do Livro e da Leitura de Feira de Santana (FLIFS) foi o espaço escolhido para apresentar as três revistas ao público. A participação permitiu que os estudantes compartilhassem uma produção que nasceu dentro da escola e que tinha como ponto de partida a própria cidade. A experiência aproximou os alunos de um ambiente dedicado à leitura, à literatura e à cultura, ampliando as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula.
Estar na FLIFS também significou apresentar o resultado do trabalho para outras pessoas e perceber que aquilo que é pesquisado e produzido pelos estudantes pode ganhar novos leitores e circular em espaços da cidade.
Ao pesquisar a história, a cultura, a música e o esporte de Feira de Santana, os estudantes não apenas reuniram informações para uma revista. Eles construíram uma narrativa a partir do lugar onde vivem e estudam. Esse olhar torna o projeto ainda mais significativo, a cidade deixa de ser apenas cenário e passa a fazer parte do processo de aprendizagem.
As revistas registram, portanto, uma combinação de pesquisa, memória, cultura e protagonismo estudantil. São produções que mostram como o conhecimento pode ser construído a partir da curiosidade sobre o mundo ao redor e compartilhado com a comunidade.
A participação do Colégio Nobre na FLIFS mostrou aos estudantes que ler, pesquisar e escrever também são formas de compreender a realidade. Ao transformar suas pesquisas em três revistas e apresentá-las em um evento cultural de Feira de Santana, os alunos vivenciaram todas as etapas de um projeto que uniu conhecimento e experiência.
Mais do que falar sobre a cidade, eles tiveram a oportunidade de contar Feira de Santana a partir de seus próprios olhares, reconhecendo sua história, valorizando sua cultura e dando espaço às pessoas que fazem parte de suas próprias histórias.
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